Matéria: Doenças Cardíacas

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Matéria: Doenças Cardíacas

Mensagem por Agnes em Sex Dez 09, 2016 4:54 pm

INSUFICIÊNCIA CORONARIANA

ANATOMIA

Definição: a expressão insuficiência coronariana traduz o rompimento do equilíbrio entre a oferta e consumo do oxigênio pelo músculo cardíaco. Esse equilíbrio resulta na isquemia miocárdica que gera alterações celulares, bioquímicas, eletrofisiológicas, hemodinâmicas e clínicas. A aterosclerose coronariana constitui a principal causa da isquemia miocárdica. Ela é definida como processo no qual ocorre uma deposição em placas, de substâncias gordurosas (principalmente: o colesterol) ao longo da camada externa dos vasos (túnica) estreitando progressivamente ao longo dos mesmos.

MANIFESTAÇÃO CLÍNICA

Início de dor torácica, desencadeando dor anginosa e levar até o infarto agudo do miocárdio

FATORES DE RISCO

Fatores de risco que podem contribuir para a formação e progressão de aterosclerose coronariana:

Dieta e Colesterol Dietas ricas em gordura saturadas – gorduras animais – ovos, manteiga, creme, leite, carnes gordurosas são os principais fatores na etiologia de doença cardíaca coronariana.

Hipertensão arterial Acelera o processo aterosclerótico e aumenta a demanda miocárdica de oxigênio.

Diabetes Mellitus A doença coronariana aprece com mais freqüência em adultos jovens diabéticos – distúrbio bioquímico.

Tabagismo

A nicotina do cigarro provocaria um vaso-constrição arterial suficiente para produzir uma redução do fluxo sanguíneo; aumentaria o trabalho cardíaco (por aumentar a freqüência cardíaca e a pressão arterial) provocando uma deficiência relativa do oxigênio.

O fumo de cigarros está associado com níveis sanguíneos elevados de monóxido de carbono, o qual interfere com a oxigenação miocárdica.

Vida Sedentária e Atividade Física

O exercício físico aumento o débito cardíaco e a circulação coronariana. Obesidade As pessoas obesas apresentam uma acentuada propensão para hipertensão arterial, diabetes mellitus e níveis elevados de colesterol sérico.

ANGINA PECTORIS

ANGINA DO PEITO

Conceito: A angina do peito é a síndrome clínica caracterizada por crises de dor ou sensação de pressão na região anterior do tórax, devido o aumento da intensidade do trabalho cardíaco.
Causas: A causa é um fornecimento inadequado de sangue para as coronárias, resultando no suprimento inadequado de oxigênio para o miocárdio. Em geral, a angina é causada pela cardiopatia aterosclerótica e, quase sempre, está associada à obstrução significativa de uma artéria coronária principal.
Fatores predisponentes: Alguns fatores podem provocar a angina: esforço físico, exposição ao frio, ingestão de grande quantidade de alimento, estresse.

TIPOS DE ANGINA

Angina instável : aumento progressivo na freqüência das crises (intensidade e duração) Angina estável : previsível, ocorre ao esforço e é aliviada pelo repouso.
Angina noturna : as crises ocorrem à noite, geralmente durante o sono. Angina de decúbito : as crises ocorrem enquanto deitado. Angina refratária: angina incapacitante Angina de Prinzmetal: associada ao espasmo da artéria coronária com alto risco de infarto do miocárdio.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Em geral, a dor substernal irradia para o tórax retroesternal, o pescoço, mandíbula, ombro e faces internas das extremidades superiores. Há sensação de parestesia nos braços, punhos e mãos podem acompanhar a dor.

INFARTO DO MIOCÁRDIO


DEFINIÇÃO, ETIOLOGIA E FISIOTERAPIA

Infarto do miocárdio é o processo pelo qual o tecido miocárdico é destruído das regiões do coração desprovidas de um suprimento sanguíneo suficiente, em virtude da redução no fluxo sanguíneo coronariano. A causa dessa diminuição no fluxo sanguíneo é o estreitamento repentino de uma artéria por aterosclerose, pela obstrução total de uma coronária por êmbolo ou trombo, redução do fluxo sanguíneo coronariano no choque.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

O principal sintoma inicial é a dor torácica persistente, caracterizada pelo início súbito, geralmente sobre a região no tórax, que pode irradiar-se para os ombros e braços, geralmente do lado esquerdo. Em alguns casos a dor pode irradiar-se pela mandíbula e pescoço. Muitas vezes a dor acompanha-se de aceleração respiratória, palidez, sudorese fria e pegajosa, tontura e confusão mental e náuseas e vômitos.

DIAGNÓSTICO INVASIVO PARA DOENÇAS CORONÁRIAS

CINEANGIOCORONARIOGRAFIA

O QUE É
?

Este exame baseia-se na injeção de contraste através de cateter no interior das coronárias e das cavidades cardíacas. Simultaneamente são obtidas imagens em várias incidências com a aplicação de raios X que, gravadas em filme, fita ou CD rom, são posteriormente analisadas para identificação da pressão nas câmaras cardíacas, determinar saturação de oxigênio no coração e permeabilidade das artérias coronárias.

COMO É FEITO O PROCEDIMENTO?

Em ambiente hospitalar, sob anestesia local na região da prega do cotovelo ou da inquinal, localiza-se a artéria que, por um pequeno orifício em sua parede, receberá o cateter. Este percorre o leito arterial até o coração onde serão feitas as séries de injeções de contraste. O procedimento todo dura cerca de 40 minutos. A pessoa normalmente recebe alta no mesmo dia.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PRÉ-EXAME

Orientar o paciente quanto ao procedimento
Fazer tricotomia do local – branquial direita e esquerda
Preparar o paciente com o kit – gorro, propé, camisola
Não administrar hipotensores e digetálicos no dia do exame
Orientar quanto ao jejum de 6 horas.

CUIDADOS PÓS-EXAME

Manter repouso no leito com grades
Orientar o paciente para não mexer o membro do exame por 4 horas
Fazer controle de PA e P nas 24 horas
Observar sangramento no local da incisão
Atentar para parestesia em extremidades para detectar insuficiência arterial

ANGIOPLASTIA CARDÍACA

O QUE É?

É uma técnica que utiliza um minúsculo balão inflado dentro da artéria obstruída com placas de gordura e sangue, além de uma mini-tela de aço que, aberta, facilita a passagem do sangue.

RESTRIÇÕES

Não pode ser usada em:

- Pessoas com mais de 80 anos;
- Pacientes que sofrem de doença hemorrágica, pois o remédio impede a coagulação
- Quem fez cirurgia nos últimos 6 meses;
- Quem sofreu derrame cerebral nos últimos dois anos.

Derrame é uma hemorragia em um vaso do cérebro . Identificar a área obstruída, coloca-se um fio através do cateter. Há um balão vazio nesse fio, que é inflado no local do bloqueio, esmagando as placas que provocam entupimento. Uma evolução: o stent (tela de aço inoxidável) acompanha o balão e consegue aumentar a eficácia do procedimento. Além de esmagar a placa de obstrução, o balão, quando cheio, monta o stent. A tela de aço, já montada, cola na parede interna da artéria e impede que esta se feche. O balão que acompanhou o fio na angioplastia esvazia e é retirado da artéria. Mas o stent permanece. No momento em que o balão seca, o sangue volta a circular normalmente. Depois de instalado o stent , o fio é retirado junto com o tubo do cateter que lhe deu passagem. As chances de sucesso com a angioplastia de stent chegam a 98%.

HIPERTENSÃO

O coração bombeia o sangue para os demais órgãos do corpo por meio de artérias. Quando o sangue é bombeado ele é “empurrado” contra a parede dos vasos sanguíneos. Esta tensão gerada na parede das artérias é denominada pressão arterial, com a elevação dos níveis normais (140/90 mmHg).

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO:

• Dislipidemia
• Diabetes mellitus
• Idade acima de 60 anos
• Sexo (homens; mulheres na pós-menopausa)

SINTOMAS:

Cefaléia matinais, fadiga fácil, nervosismo, irritabilidade, visão turva, vertigens.

COMPLICAÇÕES DA PRESSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

• Cardiopatia (hipertrofia ventricular esquerda; angina IAM; insuficiência cardíaca)
• AVC ou ataque sistêmico transitório
• Nefropatia
• Doença arterial periférica
• Retinopatia

CUIDADOS GERAIS DE ENFERMAGEM COM PATOLOGIAS CARDÍACAS

- Manter decúbito elevado 30º
- Administrar a medicação prescrita com controle rigoroso de horário e atentar aos sintomas colaterais da mesma.
- Monitorizar efeitos tóxicos dos digitálicos (anorexia, náusea, bradicardia, cefaléia, mal estar).
- Manter repouso no leito
- Reduzir ansiedade, com orientações dos procedimentos
- Controlar sinais vitais (temperatura, pulso e pressão arterial)de 4 em 4 horas.
- Ficar atento a sinais como hipotensão, redução de débito urinário, alterações mentais, extremidades frias, úmidas e cianóticas.
- Manter ambiente calmo e arejado
- Dieta hiposódica
- Realizar caminhadas diárias e atividades físicas, conforme orientação médica.
- Induzir oxigênio
– cateter de O2 a 3 l/min
- Fazer controle de diurese nas 24 horas.
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